"Encher de vãs palavras muitas páginas
E de mais confusão as prateleiras." Caetano
Minha relação incestuosa com os livros vem de algum tempo.
Na verdade, eles foram meus grandes companheitos numa época muito difícil da minha vida, quando eu tinha doze anos. Era um ponto de fuga, no início, mas aos poucos a leitura foi me ajudando a conhecer melhor todo aquele mundo que pra mim era distante. Pode parecer maluquice, mas foi lendo, viajando nas histórias, que reuni força e conhecimento pra enfrentar o mundo do lado de fora.
Desde então, não parei mais. Me sinto meio que nu quando não tenho algum livro por perto, quando não estou lendo algo. E leio de tudo. De Marion Zimmer Bradley pra Saramago, de Jorge Amado pra Milan Kundera, de Gabriel Garcia Marquéz pra Tom Wolfe, acho que todo tipo de leitura é válida. Mesmo o que não gosto (alguém aí lembrou de Clarice?), procuro ler alguma coisa, pra não sair falando sem conhecimento de causa.
Lógico que ainda tem muita coisa pra ler. Ainda bem. E confesso que tenho carência em certas áreas, pontos para os quais não me abri totalmente ainda. É, preciso saber apreciar os versos também. Ninguém pode ficar sem Dante ou Shakespeare ou Olavo Bilac.
De qualquer forma, posso, hoje, dizer sem nenhuma dúvida que o hábito da leitura me trouxe toneladas de benefícios. A leitura me fez abrir a mente pra conceitos novos. Me fez conhecer lugares distantes. Me fez sentir, rir, chorar. E me fez pensar, pensar, pensar. Vou ser sempre grato aos meus livros por me fazer enxergar as coisas do jeito que enxergo hoje. Pensar faz um bem danado.